"Tic-tac. Os relógios rodavam seus ponteiros enquanto a cena mudou. Um beijo em meus lábios, um pedido de abraço, a tatuagem a mostra; feita à fogo, a ferro. Não dá. Zezé de Camargo e Luciano sabiam bem.
Me abraça. Pedi por dentro. Não solta. Não larga. Não deixa ir.
Claro que deixou. A gente sempre deixa. É mais fácil. E um sorriso.
As mãos entre as pernas, seria mais preciso se dissesse logo o rabo, os olhos caídos. Por que você faz isso mesmo?"
Me abraça. Pedi por dentro. Não solta. Não larga. Não deixa ir.
Claro que deixou. A gente sempre deixa. É mais fácil. E um sorriso.
As mãos entre as pernas, seria mais preciso se dissesse logo o rabo, os olhos caídos. Por que você faz isso mesmo?"
Tamires Carvalho, 505
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